Fênix Sul-Americana

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Potência argentina está de volta e promete continuar sua história. Fonte:EFE


Glórias, conquistas e tradição. Essa foi a rotina do Club Atlético River Plate desde a sua fundação às margens do rio Plata em 1901. Após o profissionalismo do futebol dos anos 30 na Argentina, Los Milionários já conquistaram 35 títulos argentinos, três Libertadores da América e uma Copa Intercontinental. Craques históricos como Di Stéfano, Ángel Labruna, Mario Kempes, Norberto Alonso, Pablo Aimar, Hernán Crespo e Ariel Ortega já vestiram a camisa do multicampeão.

Todavia, o legado que não parecia ter fim foi manchado na temporada de 2011/2012. A luta comandada por ídolos veteranos não obteve êxito. Ortega e o meio-campista Gallardo não garantiram o sucesso do clube e algo inédito aconteceu: o centenário foi rebaixado para a segunda divisão do campeonato argentino. A crise política-econômica estava instaurada e colocou em xeque a potência da tradicional equipe de Buenos Aires. Os temíveis da La Banda agora iriam disputar a segunda divisão. Além disso, eles não conquistavam um título internacional desde a Supercopa-Sulamericana em 1997.

Parte do alívio dos torcedores veio no ano seguinte quando a equipe voltou a Primera Division e se sagrou campeã da Primera B Nacional. O sentimento de alegria, entretanto, era contido por conta das inúmeras consagrações recentes de seu rival Boca Juniors e da falta de uma glória além das fronteiras argentinas. 

No ano passado a Fênix deu as caras. A Copa Sul-Americana foi conquistada de uma forma invicta e emocionante em um Monumental de Nuñez lotado. A equipe comandada por Marcelo Gallardo, ex craque do clube, encerrou o jejum de 17 anos sem um título fora de seu país e passou por cima dos colombianos do Atlético Nacional em um placar agregado de 3-1. Meses mais tarde a Primeira Divisão seria o quadragésimo terceiro título nacional presente na galeria da instituição.
          
A euforia se consolidou nesse ano de 2015 com o título da Recopa Sul-Americana sobre os conterrâneos do San Lorenzo. A cereja do bolo veio com a conquista da Copa Libertadores da América. A força da equipe foi comprovada após belas classificações sobre equipes de tradição na competição como o Boca Juniors e o Cruzeiro. As partidas realizadas com os vizinhos serão lembradas por toda a vida do fanático torcedor. Por conta de incidentes provocados por torcedores de seu rival, o polêmico segundo jogo culminou na eliminação dos xeneizes do campeonato. Contra os mineiros de Belo Horizonte o time perdeu em casa, mas se reergueu com um show do uruguaio Sanchez no estádio Mineirão e venceu por 0-3.  A vitória na final contra os surpreendentes mexicanos do Tigres foi um marco para o renascimento dos Milionários.
         
 A nova esperança é o mundial de clubes em dezembro. Os soldados da La Banda depositam especialmente suas fichas em Matías Kranevitter. O médio argentino foi um dos destaques do último título e logo despertou o interesse de várias instituições europeias. O Atlético de Madrid oficializou a contratação do volante nas últimas semanas, mas os diretores do River exigiram que ele ficasse até o final do ano para disputar a sonhada competição da FIFA. O acordo foi feito e ele segue junto aos seus companheiros.

         
O trabalho ao longo prazo é a chave do campeão. A convicção da diretoria no trabalho de Marcelo Gallardo foi comprovada no início do ano quando eles perderam para seu rival Boca Juniors por 5 a 0 e mesmo assim a torcida abraçou seu time. A garra dos jogadores aumentou ainda mais e o resultado todos já conhecem! Caso o River Plate não se junte aos azarões brasileiros do Atlético Mineiro e Internacional, tudo indica que a final contra o Barcelona-ESP será sensacional. Nunca duvidem de uma camisa de peso! 

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